06/07/2007


Pesquisa revela que universitários sofrem de estresse
Entre os sintomas estão desânimo, dificuldades de concentração e ansiedade.Estudo foi feito durante mestrado na PUC-SP.

Aos 21 anos, a universitária Marcella Villaça Costa tinha uma rotina muito mais ocupada do que se imagina que uma estudante pode ter. Fazia estágio das 7h às 11h na Prefeitura de Araxá, em Minas Gerais, trabalhava durante toda a tarde na secretaria de uma faculdade e cursava educação física à noite. Aos sábados, fazia estágio curricular na universidade, das 8h às 17h, com direito a uma hora de almoço.

Marcella Costa teve estresse por excesso de atividades. Com tantas atividades, Marcella passou a ficar ansiosa, não conseguia assimilar bem os conteúdos das aulas e começou a sofrer de branco na hora das provas. “Foi uma fase muito atribulada. Chegou um período que achei que não daria conta de tudo”, afirmou. Após passar por uma análise psicológica, Marcela soube que estava com estresse médio. Marcella participou de uma pesquisa sobre o estresse dos universitários apresentada como dissertação de mestrado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Além dela, foram avaliados outros 84 alunos, entre 17 e 41 anos, do Centro Universitário do Planalto do Araxá (UniAraxá) dos cursos de enfermagem, ciências biológicas e educação física. Todos sofriam de estresse em fases diferenciadas.
Segundo os dados do estudo, 48% dos alunos sofriam de estresse perigo, que afeta a memória e provoca dificuldade de concentração. Outros 28% tinham estresse médio, cujo sintoma é um cansaço excessivo, mas não chega a comprometer o desempenho acadêmico e 23% apresentavam estresse perigo-agudo, o que chega a reduzir a imunidade do corpo. Apenas 1% tinham estresse exaustão, a mais grave das fases do estresse, na qual a pessoa pode adoecer e se afastar de suas atividades.
De acordo com a professora e psicóloga Olga de Fátima Leite Rios, autora do estudo, muitos alunos se queixavam de desânimo, ansiedade, insegurança, dificuldade de concentração, choravam na sala de aula, tinham branco durante a prova, entre outros problemas. Os dos cursos da área de saúde eram os que mais reclamavam. Olga também é coordenadora do Centro de Apoio e Desenvolvimento Humano da Uniaraxá. Segundo Olga, os estudantes do primeiro período em geral sofrem estresse devido ao impacto de deixar o ensino médio e começar a faculdade e por causa da ansiedade em relação ao novo curso. Já os dos períodos intermediários, relataram desmotivação em relação ao curso, dúvida se estão aprendendo o suficiente, e se a graduação é mesmo o que esperavam. Foi o caso de Vânia Silva e Souza, 43, que conta ter se sentido desanimada quanto à formação em ciências biológicas.

“Eu estava no quarto período e o curso não era como eu imaginava. Meu interesse era sobre a parte de saúde, mas só fui ver isso no sétimo período”. Ela diz ter sentido irritabilidade, cansaço e não conseguia atingir o rendimento que almejava. Suas notas caíram e ela ficou em dependência em algumas disciplinas. Nos últimos períodos, segunda a pesquisadora, o mais comum é os alunos se preocuparem com o mercado de trabalho e terem medo de não conseguir emprego.


Enfrentando frustrações
Segundo a pesquisadora, para combater os problemas a universidade passou a apresentar melhor o projeto pedagógico aos calouros, promover conversar com alunos já formados e professores que poderiam explicar mais sobre a graduação. Nos últimos períodos, a universidade faz oficinas de preparação profissional com aulas sobre entrevistas de empregos e outras dicas sobre mercado de trabalho. “É essencial também preparar o aluno para as frustrações do futuro, por meio do enfretamento da realidade. Ele tem que saber que é normal passar por frustrações e que isso faz parte da vida”, diz Olga. Ela indica como formas de evitar o estresse, planejar melhor os estudos, cuidar da saúde, dormir bem, fazer uma atividade física, exercitar técnicas de respiração, buscar um suporte afetivo (para os que moram longe da família) e, nos casos mais graves, procurar ajuda médica especializada.


Fonte: G1 http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL64107-5604-72,00.html


Prorrogado prazo para alunos apresentarem documentos do Prouni

O MEC (Ministério da Educação) prorrogou até a próxima quarta-feira (11) o prazo para os 47.202 alunos pré-selecionados no Prouni (Programa Universidade Para Todos) comprovarem as informações prestadas na ficha de inscrição. O prazo terminaria nesta sexta-feira (6).
O estudante que não apresentar a documentação na instituição de ensino superior em que foi selecionado perde o direito à bolsa de estudo para o segundo semestre deste ano.
A prorrogação do prazo está prevista em uma portaria do MEC publicada hoje no Diário Oficial da União. O Prouni oferece 54.816 bolsas integrais e parciais, de 50%, em instituições particulares de ensino superior. Teve direito à concorrer à bolsa o candidato que obteve nota mínima de 45 pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2006. Os pré-selecionados (acesse o site do programa para ver o resultado) precisam apresentar seus documentos de identificação e todos os comprovantes solicitados pelo coordenador do Prouni da instituição de ensino. O estudante precisa comprovar que cursou todo o ensino médio em escola pública ou na rede particular, na condição de bolsista integral; que tem renda familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio (R$ 570), caso esteja concorrendo à bolsa integral. No caso da parcial, é preciso que o aluno comprove ter renda familiar por pessoa de até três salários mínimos (R$ 1.140). Quem se inscreveu mas não foi selecionado nesta primeira etapa ainda tem chance de ganhar uma bolsa de estudo para o próximo semestre. No dia 18 de julho, o MEC divulgará uma segunda chamada, com vagas que não foram preenchidas pelos candidatos pré-selecionados na primeira etapa.


Fonte: UOL http://noticias.uol.com.br/educacao/especiais/ult2738u185.jhtm

04/07/2007


Alunos de jornalismo da USP oferecem curso de redação gratuito


O Projeto Redigir, curso de redação e gramática oferecido por alunos da ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP (Universidade de São Paulo), está com inscrições abertas para 200 vagas no segundo semestre de 2007.Do total de vagas, 180 são oferecidas na Cidade Universitária e as outras 20 no CEU Meninos, na zona sul de São Paulo.
As inscrições podem ser feitas até o dia 7 de julho (sábado), no departameno de jornalismo e editoração, que fica na rua Lúcio Martins Rodrigues, 443. O atendimento ocorre de segunda à sexta, das 10h às 20h, e aos sábados das 9h30 às 13h30. No CEU Meninos (rua Barbinos, s/n, Jardim Patente), as inscrições acontecem nos dias 7, 8, 14 e 15 de julho, das 10h às 15h.
O curso é inteiramente gratuito e o preenchimento das vagas atende a critérios socioeconômicos. Podem participar pessoas que já concluíram ou cursam o 3º ano do ensino médio.
As aulas, semanais, são ministradas por estudantes da USP -- do curso de jornalismo, em sua maioria.

Mais informações no site http://projeto.redigir.sites.uol.com.br ou pelo telefone 0/xx/11/3037-0618.
Pede-se aos candidatos que levem, se possível, um quilo de alimento não perecível ou uma lata de leite em pó. A arrecadação será doada a asilos e orfanatos.

Confira a grade de horários das aulas:

Cidade Universitária
Terça à tarde - 14h30 às 17h
Quarta à noite - 19h15 às 21h45
Quinta à tarde - 14h30 às 17h
Quinta à noite - 19h15 às 21h45
Sexta de manhã - 9h às 11h30
Sábado - 9h às 11h30CEU Meninos
Sábado à tarde - 14h às 16h30Gramática (opcionais):
Terça de manhã - 12h às 13h50
Quinta à tarde - 17h10 às 19h
Sábado - 12h às 13h50


Fonte: UOL http://vestibular.uol.com.br/ultnot/2007/07/04/ult798u19630.jhtm


Bom descanso ajuda a render mais nos estudos


Nem sempre férias significam descanso, diversão e viagens. Para os vestibulandos, em geral representam um período de dúvidas: como equilibrar o ócio e os estudos? Como relaxar sem ficar com peso na consciência? Na verdade, a medida apropriada varia para cada estudante conforme a sua dedicação até o momento.
"Tem aluno que desde o início do ano mantém a matéria em dia estudando em casa o que foi dado em sala de aula. Esses podem pegar mais leve nas férias", diz Geraldo Akio Murakami, coordenador pedagógico do CPV Vestibulares.
"O outro perfil é o do estudante menos disciplinado, que não fez os exercícios em casa e então precisará correr atrás do prejuízo para que inicie o segundo semestre sem dúvidas em relação aos tópicos já passados", ressalta.
Para esses vestibulandos Murakami recomenda que tentem acertar a programação logo na primeira semana de férias. "Não adianta deixar para a última semana. É utopia achar que vão conseguir terminar as férias estudando."
Para Carlos Eduardo Bindi, coordenador do Etapa, o ritmo de estudo vai depender da meta que o aluno estabeleceu para si.
"Se escolheu uma carreira muito concorrida, ele deve ter noção do esforço e do tempo de que precisará para dedicar aos estudos", afirma Bindi. "Não é possível recuperar a matéria de um semestre em um mês. As férias podem servir como um complemento para a preparação, mas não irão substituir o tempo perdido."

Descanso sagrado
O momento de descanso, no entanto, deve haver em todos os casos. "Ninguém produz o tempo todo. Não adianta querer passar o mês inteiro estudando. Chega uma hora em que o aproveitamento cai", explica a orientadora profissional Maria Ana Marabita, mestre na área pela Unicamp.
O coordenador pedagógico do cursinho CPV compara a fase da aprendizagem com a curva de um gráfico: o rendimento do estudo sobe até determinado momento, quando atinge o seu máximo, e depois apresenta uma queda.
"É importante que esse máximo coincida com a época dos vestibulares. Se o aluno antecipar a curva, ele poderá alcançar o seu máximo antes e depois render menos por causa do cansaço", explica Murakami.
"Aquele que tiver descansado conseguirá passar pela "outubrite" sem estresse", diz, referindo-se ao mês de outubro, véspera do início dos principais vestibulares, quando a ansiedade aumenta entre os alunos.
Além disso, apesar de o segundo semestre ser mais curto por causa da revisão que começa em novembro, dois terços do conteúdo do que é importante para o vestibular são dados nessa época. Portanto, é fundamental que o estudante esteja com a cabeça fresca para poder tirar o melhor proveito, recomendam os especialistas.
Mariana Hool Bajerl, 19, que tenta uma vaga em medicina, vai seguir a orientação do cursinho: irá estudar na primeira semana e descansar nas duas outras seguintes. "Ainda não tenho nada programado, mas pretendo recuperar a energia."


Fonte: Folha http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u309081.shtml