Estudar no exterior exige planejamento de pelo menos seis meses
Estudar no exterior é uma grande vantagem para quem quer disputar vagas no mercado de trabalho. Alguns cuidados, no entanto, devem ser tomados para evitar prejuízo financeiro. A coordenadora do programa de bolsas do governo britânico, Ana Paula Nascimento, explica que, primeiro, o aluno tem que identificar qual o curso que quer fazer. Depois, é preciso procurar a melhor universidade na área de interesse e fazer um planejamento de quanto custará morar fora. Também é importante se informar sobre o país.
“O normal é gastar pelo menos seis meses para fazer um planejamento cuidadoso, pois um especialização no exterior é um investimento de tempo, de dinheiro e de experiência de vida”, aconselha Ana Paula. Os economistas Leonardo Lima Chagas e Natália Ohana voltaram recentemente do exterior. O casal passou um ano na Inglaterra fazendo mestrado em economia. Ele conseguiu bolsa do ministério de Relações Exteriores britânico; ela pagou R$ 36 mil pelo estudos. Os dois já tinham mestrado no Brasil, mas mesmo assim acreditam que estudar fora foi a melhor opção para a carreira. “Depois que fiz esse curso na Inglaterra, vi que todas as minhas expectativas se realizaram. Vi que realmente faz diferença estudar fora do seu país”, afirma Leonardo. Para Natália, a experiência também foi positiva. "Voltei com a cabeça mais aberta, com novos pensamentos, novas teorias e formas de resolver os problemas. Tudo isso aprendi lá e trouxe para cá”, conta.
Viagem possível
O desejo da internacionalista Júlia Pacheco e das sociólogas Fernanda Zanetti e Marianna Lopes é o mesmo. As três querem se especializar no exterior. Júlia também vai para a Inglaterra. Formada em Relações Internacionais, ela conseguiu bolsa para um mestrado em desenvolvimento social. “Hoje em dia, é bem reconhecido no Brasil se você tem uma especialização fora, um mestrado ou um doutorado e acho que na minha área será importante”, diz Júlia. O destino de Fernanda é a França. Ela estudará moda em Paris. Formada em sociologia, ela acredita que o curso abrirá um leque de oportunidades, mas o sonho não sairá barato: R$ 11,5 mil por um ano, só com as aulas. “É um pouco dramático porque tudo é em euro, que é mais valorizado que o real. Então, exige um pouco de sacrifício e muita boa vontade dos pais também”, fala Fernanda. Marianna tem a mesma certeza que as amigas: uma especialização no exterior é fundamental para quem quer enfrentar o mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Ela aguarda uma resposta da universidade espanhola onde pretende cursar doutorado em antropologia social. Mesmo sabendo que morar no exterior não é nada fácil, a expectativa para o novo desafio é grande. “Também não tenho bolsa. Provavelmente, terei que conseguir um emprego lá. Estou dando minha cara a tapa, quero aprender e quero crescer profissionalmente. Acho que abrirá muitas portas para mim”, diz Marianna. A coordenadora-geral da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Maria Luiza Lombas, disse que órgão concede bolsas para doutorado e para estágio pós-doutoral. Ressaltou que no caso das bolsas de doutorado, as buscas devem ser feitas, primeiramente, em universidades do Brasil. “No caso das bolsas no exterior, a Capes concede uma mensalidade para que o aluno possa ter, ao ingressar no país de destino, as despesas básicas cobertas e também dispõe de parcelas mensais que vai mantê-lo durante o período da bolsa. A Capes paga também taxas, no caso de doutorado pleno, e seguro saúde no país onde é necessário adquirir um seguro saúde privado. Além da passagem de ida e volta”, enumera Maria Luiza.
Fonte:G1 http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL55603-5604,00.html
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